24/11/2009 - INCA anuncia número de novos casos de câncer esperados para 2010
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) apresentou à imprensa os destaques da publicação Estimativa 2010 – Incidência de Câncer no Brasil. São esperados para o próximo ano 489.270 novos casos de câncer. O mais incidente será o câncer de pele não-melanoma, com 113.850 casos. Em seguida vêm os tumores de próstata (52.350); mama feminina (49.240), cólon e reto (28.110) e pulmão (27.630). A Estimativa é produzida pelo INCA a cada dois anos, a partir das informações coletadas pelos Registros de Câncer de Base Populacional existentes no Brasil.
O diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, frisou a importância da Estimativa para que os gestores de saúde possam definir quais políticas devem ser implementadas, de acordo com os tipos de câncer mais incidentes em cada estado ou região. “As estimativas mostram que a distribuição geográfica dos novos casos de câncer não é uniforme. As informações da Estimativa abrem oportunidades para a prevenção”, afirmou.
O coordenador de Prevenção e Vigilância do INCA, Cláudio Noronha, explicou que, apesar de os homens adoecerem mais de câncer, o número absoluto de casos é maior entre as mulheres. “O câncer é uma doença do envelhecimento. E como a expectativa de vida entre as mulheres é mais alta, existem mais mulheres na terceira idade do que homens”. No total geral, são esperados 192.590 (51,3%) casos novos de câncer em mulheres em 2010 e 182.830 (48,7%) entre os homens.
Noronha informou que, à exceção do câncer de pele não-melanoma (tipo de bom prognóstico, muitas vezes tratado no ambulatório), os casos de câncer de pulmão ocupam o segundo lugar entre os homens no Brasil e nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Norte e no Nordeste, esse tipo de câncer ocupa a terceira posição, enquanto em segundo lugar estão os tumores de estômago.
Entre as mulheres também há diferenças regionais. O câncer de mama é o mais incidente no Brasil e nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. No Norte, a liderança fica com o câncer do colo do útero. As taxas brutas (número de pessoas que podem desenvolver uma determinada doença num universo de 100 mil habitantes) também variam bastante, mesmo quando a comparação é entre um único tipo de câncer ocupando posição idêntica no ranking regional.
O câncer de próstata ocupa a primeira posição em todas as regiões brasileiras, mas a taxa bruta triplica quando se compara a incidência esperada na Região Norte (23,7%) com a Região Sul (69,4%). A taxa bruta para o câncer de mama no Sul (64,3%) e no Sudeste (64,5%) é praticamente o dobro da esperada para o Nordeste (30,1%) e o Centro-Oeste (37,7%).
Tanto Santini quanto Noronha enfatizaram que em torno de 30% a 40% dos novos casos de câncer poderiam ser evitados com mudanças de hábitos e comportamentos de risco, como eliminação do tabagismo, redução na ingestão de bebidas alcoólicas, proteção contra a radiação solar, prática de atividade física e alimentação equilibrada, priorizando o consumo de frutas, legumes e verduras e reduzindo o de gorduras.
Release: Brasil terá quase meio milhão de novos casos de câncer em 2010
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terça-feira, 24 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
21/11/2009
Zero Hora
Mamografia questionada
Recomendações de comissão nos EUA colocam o exame em xeque
Ao indicar a mamografia apenas para mulheres a partir dos 50 anos, na terça-feira, a Força-Tarefa de Serviços Preventivos – uma comissão independente mantida pela Agência de Pesquisas da Saúde dos Estados Unidos – dividiu especialistas, inclusive no Brasil. O grupo concluiu que os benefícios com o exame eram menores do que o risco de um falso diagnóstico, levando a custos médicos elevados e ao desgaste emocional das pacientes.
No dia seguinte, a secretária de Saúde americana, Kathleen Sebelius, sepultou a polêmica. Em nota oficial, esclareceu que a comissão não estabelece as políticas federais de saúde, que seguem indicando o exame de rotina a partir dos 40 anos. O recuo ocorreu após as críticas de especialistas que temiam que a recomendação levasse a mais mortes por câncer. Encerrado o episódio por lá, médicos brasileiros acreditam que o momento é propício para mudanças sutis nos consultórios daqui.
As mamografias habituais para rastreamento de lesões continuarão sendo feitas a partir dos 40 anos pelo SUS, ou até mais cedo, em casos em que já existe suspeita decorrente, por exemplo, do autoexame. A lição que fica é a de que pacientes e médicos devem conversar mais sobre os procedimentos.
– A mulher precisa saber os riscos a que se expõe em um exame – afirma Felipe Zerwes, presidente da Sociedade de Mastologia do Rio Grande do Sul.
Conforme Zerwes, no caso da mamografia – menos precisa até os 50 anos porque as mamas são mais densas –, existe o risco de falsos-positivos, ou seja, quando o exame demonstra uma alteração que não evoluirá como câncer, mas que demanda uma investigação adicional com outros exames de imagem e até biópsias mamárias, com aumento de custo e forte impacto emocional.
A polêmica não afetou o status do exame entre os mastologistas. Para muitos mastologistas, a mamografia é um exame extremamente útil para rastreamento, quando não há um sintoma nem um tumor palpável.
– Ainda é o melhor exame disponível para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Sua ausência seria um retrocesso no esforço de diagnosticar lesões iniciais, ainda não sintomáticas – ressalta o especialista.
Defensora do exame, a radiologista Radiá Pereira dos Santos, integrante da comissão de mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia, considera que o estudo que motivou a proposta de mudança nos Estados Unidos contraria quatro décadas de pesquisas.
– Um recente estudo sueco ressalta que o diagnóstico precoce aumenta em 50% as chances de cura. Nesse processo, a mamografia é importante, é eficaz e não é invasiva – completa.
Zero Hora
Mamografia questionada
Recomendações de comissão nos EUA colocam o exame em xeque
Ao indicar a mamografia apenas para mulheres a partir dos 50 anos, na terça-feira, a Força-Tarefa de Serviços Preventivos – uma comissão independente mantida pela Agência de Pesquisas da Saúde dos Estados Unidos – dividiu especialistas, inclusive no Brasil. O grupo concluiu que os benefícios com o exame eram menores do que o risco de um falso diagnóstico, levando a custos médicos elevados e ao desgaste emocional das pacientes.
No dia seguinte, a secretária de Saúde americana, Kathleen Sebelius, sepultou a polêmica. Em nota oficial, esclareceu que a comissão não estabelece as políticas federais de saúde, que seguem indicando o exame de rotina a partir dos 40 anos. O recuo ocorreu após as críticas de especialistas que temiam que a recomendação levasse a mais mortes por câncer. Encerrado o episódio por lá, médicos brasileiros acreditam que o momento é propício para mudanças sutis nos consultórios daqui.
As mamografias habituais para rastreamento de lesões continuarão sendo feitas a partir dos 40 anos pelo SUS, ou até mais cedo, em casos em que já existe suspeita decorrente, por exemplo, do autoexame. A lição que fica é a de que pacientes e médicos devem conversar mais sobre os procedimentos.
– A mulher precisa saber os riscos a que se expõe em um exame – afirma Felipe Zerwes, presidente da Sociedade de Mastologia do Rio Grande do Sul.
Conforme Zerwes, no caso da mamografia – menos precisa até os 50 anos porque as mamas são mais densas –, existe o risco de falsos-positivos, ou seja, quando o exame demonstra uma alteração que não evoluirá como câncer, mas que demanda uma investigação adicional com outros exames de imagem e até biópsias mamárias, com aumento de custo e forte impacto emocional.
A polêmica não afetou o status do exame entre os mastologistas. Para muitos mastologistas, a mamografia é um exame extremamente útil para rastreamento, quando não há um sintoma nem um tumor palpável.
– Ainda é o melhor exame disponível para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Sua ausência seria um retrocesso no esforço de diagnosticar lesões iniciais, ainda não sintomáticas – ressalta o especialista.
Defensora do exame, a radiologista Radiá Pereira dos Santos, integrante da comissão de mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia, considera que o estudo que motivou a proposta de mudança nos Estados Unidos contraria quatro décadas de pesquisas.
– Um recente estudo sueco ressalta que o diagnóstico precoce aumenta em 50% as chances de cura. Nesse processo, a mamografia é importante, é eficaz e não é invasiva – completa.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Agência INCA de Notícias » Press Releases
28/10/2009 - Câncer de mama: Carta de Gramado faz oito recomendações para reduzir a mortalidade no país.
Cerca de 2 mil mulheres reunidas no I Fórum Saúde Mulher, em Gramado (RS), começaram a colher assinaturas para a Carta de Gramado, espécie de manifesto que propõe oito linhas de ação que visam a redução da mortalidade por câncer de mama no país. A Carta de Gramado, que foi elaborada por especialistas, representantes de organizações não governamentais, e conta com a chancela da Sociedade Brasileira de Mastologia, foi divulgada no dia 16 passado, no último dia do Fórum que coloriu a cidade de Gramado da cor rosa-choque, símbolo mundial da luta contra o câncer de mama.
O documento, disponível no site do Fórum (www.forumsaudemulher.com.br), apresenta uma lista de oito recomendações referentes a: 1) Acesso a novos medicamentos; 2) Qualidade das mamografias; 3) Grupo de participação na gestão municipal da saúde; 4) Medidas para invalidez; 5) Reconstrução mamária; 6) Acesso universal a exames de prevenção de qualidade; 7) Mobilização social e 8) Readaptação funcional.
O presidente do XV Congresso Brasileiro de Mastologia, José Luiz Pedrini, evento que aconteceu simultaneamente ao I Fórum de Mulheres, afirma que “é parte das funções da Sociedade Brasileira de Mastologia ajudar na elaboração de um documento que possa beneficiar todas as pessoas que necessitam de atendimento nessa área”.
Para o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, “a Carta de Gramado pode ser usada como um instrumento de mobilização com objetivo de reduzir a mortalidade por câncer de mama no país”. Segundo ele, é importante que os gestores se unam a esse movimento e passem a usar de forma sistemática as ferramentas gerenciais disponíveis no Sistema Único de Saúde para o controle da doença.
O Sistema de Informação do Controle do Câncer de Mama (Sismama) é um sistema que gerencia todas as informações decorrentes dos exames de mamografia por paciente. Se um secretário de Saúde quiser saber, por exemplo, quantas e quais mulheres no seu município tiveram resultado alterado da mamografia e ainda não fizeram biopsia, o Sismama fornece essa informação. Ou seja: o sistema pode ser usado para realizar ações que efetivamente podem reduzir as mortes por câncer de mama entre as brasileiras.
O câncer de mama mata cerca de 12 mil mulheres por ano no Brasil, e o país registra 50 mil novos casos todos os anos.
Divisão de Comunicação Social • tel: (21) 2506-6103 • imprensa@inca.gov.br
Copyright © 1996-2009 INCA - Ministério da SaúdeA reprodução, total ou parcial, das informações contidas nessa página é permitida sempre e quando for citada a fonte.Gerenciado pelas divisões de Comunicação Social e Tecnologia da InformaçãoComissão
Editorial para a Internet
28/10/2009 - Câncer de mama: Carta de Gramado faz oito recomendações para reduzir a mortalidade no país.
Cerca de 2 mil mulheres reunidas no I Fórum Saúde Mulher, em Gramado (RS), começaram a colher assinaturas para a Carta de Gramado, espécie de manifesto que propõe oito linhas de ação que visam a redução da mortalidade por câncer de mama no país. A Carta de Gramado, que foi elaborada por especialistas, representantes de organizações não governamentais, e conta com a chancela da Sociedade Brasileira de Mastologia, foi divulgada no dia 16 passado, no último dia do Fórum que coloriu a cidade de Gramado da cor rosa-choque, símbolo mundial da luta contra o câncer de mama.
O documento, disponível no site do Fórum (www.forumsaudemulher.com.br), apresenta uma lista de oito recomendações referentes a: 1) Acesso a novos medicamentos; 2) Qualidade das mamografias; 3) Grupo de participação na gestão municipal da saúde; 4) Medidas para invalidez; 5) Reconstrução mamária; 6) Acesso universal a exames de prevenção de qualidade; 7) Mobilização social e 8) Readaptação funcional.
O presidente do XV Congresso Brasileiro de Mastologia, José Luiz Pedrini, evento que aconteceu simultaneamente ao I Fórum de Mulheres, afirma que “é parte das funções da Sociedade Brasileira de Mastologia ajudar na elaboração de um documento que possa beneficiar todas as pessoas que necessitam de atendimento nessa área”.
Para o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, “a Carta de Gramado pode ser usada como um instrumento de mobilização com objetivo de reduzir a mortalidade por câncer de mama no país”. Segundo ele, é importante que os gestores se unam a esse movimento e passem a usar de forma sistemática as ferramentas gerenciais disponíveis no Sistema Único de Saúde para o controle da doença.
O Sistema de Informação do Controle do Câncer de Mama (Sismama) é um sistema que gerencia todas as informações decorrentes dos exames de mamografia por paciente. Se um secretário de Saúde quiser saber, por exemplo, quantas e quais mulheres no seu município tiveram resultado alterado da mamografia e ainda não fizeram biopsia, o Sismama fornece essa informação. Ou seja: o sistema pode ser usado para realizar ações que efetivamente podem reduzir as mortes por câncer de mama entre as brasileiras.
O câncer de mama mata cerca de 12 mil mulheres por ano no Brasil, e o país registra 50 mil novos casos todos os anos.
Divisão de Comunicação Social • tel: (21) 2506-6103 • imprensa@inca.gov.br
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Editorial para a Internet
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
TROFÉU SANDRA FEEBURGEm sua primeira edição , o troféu foi entregue à auxiliar de enfermagem Creuza de Moraes Saure, do Hospital de Câncer, de Barretos, SP, que em 1994 iniciou um trabalho
de atendimento à saúde da mulher na comunidade carente da cidade.
Creuza foi uma das grandes incentivadoras para disseminar a ideia da prevenção do câncer através da mamografia. Ela vivenciou todas as etapas do processo, treinamento, visita à comunidade, educação continuada com o Programa de Saúde da Família, cadastramento das pacientes, auxílio e orientação às mulheres, visita as 19 cidades da região, auxiliando as pacientes no processo de realização do exame de mamografia, participando posteriormente da separação dos exames, convocação dos casos alterados e discussão com as pacientes diagnosticadas de câncer. Parabéns, Creuza!
terça-feira, 20 de outubro de 2009

Dr. Luiz Antonio Santini, Presidente do Instituto do Câncer, recebeu a Carta de Gramado na abertura oficial do XV Congresso Brasileiro de Mastologia.
A Carta de Gramado é fruto do trabalho voluntário de pessoas e entidades que ao longo de 2009 participaram de várias reuniões com o objetivode identificar problemas e sugerir ações de saúde que ajudem a melhorar a qualidade do atendimento e a diminuir a mortalidade das mulheres com câncer de mama.
Na validação desta iniciativa foram convidados todos os segmentos da sociedade - incluindo o poder público, o setor privado, grupos de voluntariado, formadores de opinião e a Sociedade Brasileira de Mastologia, que numa atitude inédita, interrompeu suas atividades científicas na tarde do dia 16 de outubro, em reconhecimento à importância do I Fórum Saúde Mulher.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009

CAMINHADA QUALIDADE É VIDA
Reuniu em Gramado cerca de 2 mil pessoas usando bonés e camisetas
com a cor símbolo da luta contra o câncer de mama.
A incidência do câncer de mama tem crescimento real de 1% ao ano no
mundo. O Brasil registra anualmente 50.000 novos casos e 12 mil mortes,
sendo que o RS apresenta os índices mais altos, com 5.0000 casos.
Ainda não se conhece uma forma eficaz de prevenção, por isso todos os
esforços são direcionados ao diagnóstico precoce, preferencialmente
da lesão ainda impalpável, só visível por meio de exames, em especial
a mamografia. Por isso se aconselha a realização de mamografias anuais
a partir dos 40 anos para as mulheres que não apresentam sintomas, e
para pacientes com sintomas ou diagnóstico de alteração na mama.
domingo, 11 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
A História da Creuza de Moraes Saure foi escolhida para receber o Troféu Sandra Feeburg na abertura oficial do XV Congresso Brasileiro de Mastologia.
A comissão julgadora composta pela SrªLuciana Holtz - Presidente do Portal Oncoguia, Maria Elena Pereira Johannpeter – Presidente Parceiros Voluntários e Mônica Serra – Presidente Se Toque.
O Troféu Sandra Feeburg que Creuza será homenageada é uma peça única em cristal.Uma criação da empresa Cristais de Gramado.
A história de Creuza será contada em filme, que será rodado no Palácio dos Festivais, no dia 16 de outubro próximo às 15h30min.
A História de Creuza
(Dr René Aloisio da Costa Vieira, mastologista do Hospital de Câncer de Barretos relatou a História de Creuza com sua autorização).
“A Prevenção é a melhor receita contra o câncer”. A auxiliar de enfermagem Creuza de Moraes Saure, trabalha no Hospital de Câncer de Barretos desde 1994. Pessoa de origem simples, humilde, mãe de 5 filhos, sendo 3 adotivos, proveniente de Santa Helena de Goiás, que com curso primário trabalhou dos 12 aos 22 anos na zona rural, chegando ao estado de São Paulo com 22 anos de idade. Reiniciou seus estudos fazendo o supletivo primeiro e segundo grau, completando o curso de auxiliar de enfermagem. Após três anos de atividade como auxiliar de enfermagem, iniciou suas atividades no Hospital de Câncer de Barretos, hospital este que em 1994 possuia a função puramente assistencial, sendo pioneira em atividades relacionadas ao diagnóstico precoce do câncer. Iniciou abordando a população de bairros pobres da cidade de Barretos, onde sozinha, vinha de bicicleta com uma mesa portátil para coleta do exame de papanicolaou, onde realizava a coleta destes exames, fato este que sedimentou as bases do atual programa de rastreamento. Naquela época quando abordada devido a alterações mamárias, esta prestava esclarecimentos e encaminhava as mulheres ao Hospital. O tempo se passou e em 2003, participou ativamente no delineamento do projeto de rastreamento mamográfico da região de Barretos, projeto este onde é oferecido o exame de mamografia a mulheres da faixa etária dos 40 aos 69 anos, através de Unidade Móvel de Prevenção, isto é, um ônibus modificado contendo um mamógrafo com reveladora. Como auxiliar de enfermagem,vivenciou todas as etapas do processo, treinamento, visita a comunidade, educação continuada com o Programa de Saúde da Família, cadastramento das pacientes, auxílio e orientação as mulheres, visita as 19 cidades da região, auxiliando as pacientes no processo de realização do exame de mamografia, participando posteriormente da separação dos exames de mamografia, convocação dos casos alterados de mamografia e discussão com as pacientes diagnosticadas de câncer. Hoje sabemos que a principal arma para a redução da mortalidade por câncer consiste no rastreamento organizado, e em 5 anos foi possível avaliar 28.789 mulheres, 5.1 casos de câncer/1.00 mulheres, alcançando 52% dos casos com estadiamento inicial. Atualmente, com 22 anos como auxiliar de enfermagem, 15 anos de trabalhos voltados ao diagnóstico precoce do câncer, 5 anos trabalhando com o projeto de rastreamento mamográfico, continua com suas funções habituais, desdobrando-se para a realização do Curso Superior de Enfermagem, encontrando-se no seu segundo ano. Desta forma cumpre suas funções de mãe, mulher, auxiliar de enfermagem dedicada na prevenção do câncer de mama, estudante de enfermagem, realizando funções simultâneas, que a tornam uma guerreira. Do processo de auto-transformação e auto-aprimoramento, esta contribuiu e contribui ativamente na transformação e aprimoramento de um projeto social, onde representou a semente. Seu exemplo de profissional determinada, amiga dos pacientes, estimulando as mulheres a realização do exame de mamografia, companheira da equipe do Hospital e dos profissionais de saúde, participativa do processo de Humanização da Saúde, a qualifica a concorrer a este Troféu.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A Carta de Gramado foi elaborada por um grupo de pessoas representativas da sociedade, poder público, sociedade de Mastologia e grupos voluntários. Desde março estas pessoas se reuniram, uma vez por mês , em Porto Alegre na Associação Médica do Rio Grande do Sul, sendo o último encontro realizado em Gramado para a finalização da carta.A assinatura da carta será um ato cívico e histórico, pois, pela primeira vez os pacientes fazem parte do controle de qualidade dos serviços. E tambem porque vamos parar o congresso Brasileiro de Mastologia durante toda a tarde de sexta feira, 16 de outubro, para nos dedicarmos exclusivamente a cerimônia .Contamos com a sua presença!
terça-feira, 15 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
A governadora Yeda Crusius e o líder da Assembléia, Deputado Pedro Bandarra Westphalen, receberam o convite do Dr. José Luiz Pedrini, presidente do I Fórum Saúde Mulher, para participarem no dia 16 de outubro, da cerimônia de assinatura da Carta de Gramado, no Palácio dos Festivais.
A governadora, que é uma incentivadora das ações de saúde voltadas a qualidade no atendimento, confirmou sua presença.O deputado Dr. Pedro Westphalen que apóia esta iniciativa também estará presente.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Mulheres de alto risco optam por cirurgia
Folha de São Paulo
De acordo com um relatório publicado na revista "Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention", muitas mulheres com alto risco de desenvolver câncer de mama ou de ovário optam por realizar cirurgias preventivas para retirada dos órgãos. Os pesquisadores acessaram dados sobre cirurgias preventivas de mais de 3.500 mulheres.Aquelas que fizeram biópsia após se submeterem a uma avaliação de risco eram duas vezes mais propensas a realizar mastectomia. Cerca de 45% das mulheres que tinham mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 se submeteram ao procedimento nas duas mamas. A mesma porcentagem decidiu retirar preventivamente os dois ovários. A maioria das mulheres optou pela cirurgia nos primeiros dois anos após o teste.
Folha de São Paulo
De acordo com um relatório publicado na revista "Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention", muitas mulheres com alto risco de desenvolver câncer de mama ou de ovário optam por realizar cirurgias preventivas para retirada dos órgãos. Os pesquisadores acessaram dados sobre cirurgias preventivas de mais de 3.500 mulheres.Aquelas que fizeram biópsia após se submeterem a uma avaliação de risco eram duas vezes mais propensas a realizar mastectomia. Cerca de 45% das mulheres que tinham mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 se submeteram ao procedimento nas duas mamas. A mesma porcentagem decidiu retirar preventivamente os dois ovários. A maioria das mulheres optou pela cirurgia nos primeiros dois anos após o teste.
sábado, 15 de agosto de 2009
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O I Fórum SaúdeMulher está no Portal Oncoguia certificado com o HONcode em junho de 2009.
A Health On the Net Foundation criou o selo HONcode para normatizar a confiabilidade da informação médica e de saúde disponível na internet.
Certificado HONcode Equipe Oncoguia
HONcode é o código de conduta da Health On the Net Foundation desenvolvido para sites relacionados com a área da saúde. Desde 1995 se converteu no código de ética mais amplamente utilizado e que certifica a credibilidade, a confiabilidade e a qualidade dos sites informativos de saúde e medicina.
A Internet é um dos meios de comunicação mais amplamente utilizados e hoje, praticamente qualquer pessoa pode criar uma página na web, publicar qualquer tipo de informação e os dados estarão acessíveis a todos.
O acesso à informação não é um problema em si, o difícil é determinar e avaliar a credibilidade de quem publica e o que publica e também a relevância e exatidão do que está sendo publicado na internet.
O selo HONcode possui um conjunto de regras com as quais os criadores dos sites devem se comprometer. São normas éticas básicas que ajudam aos usuários a ter certeza de sempre conhecer a fonte e o objetivo dos dados lidos.
O HONcode pretende elevar a qualidade da informação sobre saúde na internet e consiste em um sistema de certificação voluntária baseada no conceito de “selo ativo”. Fundamentalmente destinada a quem publica e desenvolve sites de saúde, o selo ajuda da mesma maneira aos usuários a identificar fontes de informação confiável.
O selo HONcode está dirigido fundamentalmente à autoria da informação, aos dados de confidencialidade e privacidade, à atribuição adequada das fontes, à transparência do patrocínio e à importância da separação clara entre publicidade e conteúdo editorial.
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Certificado HONcode Equipe Oncoguia
HONcode é o código de conduta da Health On the Net Foundation desenvolvido para sites relacionados com a área da saúde. Desde 1995 se converteu no código de ética mais amplamente utilizado e que certifica a credibilidade, a confiabilidade e a qualidade dos sites informativos de saúde e medicina.
A Internet é um dos meios de comunicação mais amplamente utilizados e hoje, praticamente qualquer pessoa pode criar uma página na web, publicar qualquer tipo de informação e os dados estarão acessíveis a todos.
O acesso à informação não é um problema em si, o difícil é determinar e avaliar a credibilidade de quem publica e o que publica e também a relevância e exatidão do que está sendo publicado na internet.
O selo HONcode possui um conjunto de regras com as quais os criadores dos sites devem se comprometer. São normas éticas básicas que ajudam aos usuários a ter certeza de sempre conhecer a fonte e o objetivo dos dados lidos.
O HONcode pretende elevar a qualidade da informação sobre saúde na internet e consiste em um sistema de certificação voluntária baseada no conceito de “selo ativo”. Fundamentalmente destinada a quem publica e desenvolve sites de saúde, o selo ajuda da mesma maneira aos usuários a identificar fontes de informação confiável.
O selo HONcode está dirigido fundamentalmente à autoria da informação, aos dados de confidencialidade e privacidade, à atribuição adequada das fontes, à transparência do patrocínio e à importância da separação clara entre publicidade e conteúdo editorial.
sábado, 8 de agosto de 2009
CARTA DE GRAMADO
No Kur Estação das Águas e SPA, em Gramado, ocorreu o lançamento do I Fórum Saúde Mulher para apresentar a comunidade da serra gaúcha as ações que acontecerão no dia 16 de Outubro. Além da caminhada, será assinada a Carta de Gramado, compromisso de todos os segmentos envolvidos com a saúde pública brasileira para garantir que a qualidade de diagnóstico e tratamento disponível para os profissionais chegue ao atendimento do câncer de mama.
domingo, 2 de agosto de 2009
Carta de Gramado visa a reduzir a mortalidade
por câncer de mama e melhorar a qualidade de vida.
O câncer da mama é considerado um problema de saúde pública no Brasil.
Serão 50.000 novos casos neste ano, dos quais 5.000 no RS, que tem a maior incidência do País. Esta doença é a principal causa de mortalidade de gaúchas entre 15 e 49 anos. Apesar das campanhas de conscientização, a mortalidade continua aumentando e os casos avançados ainda são maioria. É necessário mudar a estratégia e não somente culpar as mulheres pelo diagnóstico e tratamento tardio. Para modificar este panorama é fundamental que a discussão do problema envolva todos os segmentos. Por isso, o Congresso Brasileiro de Mastologia decidiu incluir os pacientes. Vamos nos engajar neste movimento.
O lançamento do I Fórum Saúde Mulher será realizado no próximo dia 6 de agosto no Kur Estação das Águas e Spa, em Gramado, com o objetivo de mobilizar a comunidade da serra gaúcha para participar das ações do Fórum que ocorrerão no dia 16 de outubro.
por câncer de mama e melhorar a qualidade de vida.
O câncer da mama é considerado um problema de saúde pública no Brasil.
Serão 50.000 novos casos neste ano, dos quais 5.000 no RS, que tem a maior incidência do País. Esta doença é a principal causa de mortalidade de gaúchas entre 15 e 49 anos. Apesar das campanhas de conscientização, a mortalidade continua aumentando e os casos avançados ainda são maioria. É necessário mudar a estratégia e não somente culpar as mulheres pelo diagnóstico e tratamento tardio. Para modificar este panorama é fundamental que a discussão do problema envolva todos os segmentos. Por isso, o Congresso Brasileiro de Mastologia decidiu incluir os pacientes. Vamos nos engajar neste movimento.
O lançamento do I Fórum Saúde Mulher será realizado no próximo dia 6 de agosto no Kur Estação das Águas e Spa, em Gramado, com o objetivo de mobilizar a comunidade da serra gaúcha para participar das ações do Fórum que ocorrerão no dia 16 de outubro.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Fórum Saúde Mulher debate a prevenção do câncer de mama
Questões abordadas no encontro serão levadas a outro evento em Gramado.
Lançados ontem no plenário da Câmara de Vereadores de São Leopoldo, o 1.° Fórum Saúde Mulher e a campanha Combate ao Câncer de Mama: o alvo de nossa luta pretendem debater as formas para reduzir as doenças, como o câncer de mama. A atividade foi promovida pelas secretarias de Saúde e de Políticas para Mulheres.A solenidade, que contou com a participação do coral do Grupo de Apoio Amigos de Mãos Dadas, foi aberto pelo médico José Pedrini, coordenador do Fórum e presidente do 15.º Congresso Nacional de Mastologia, que será sediado em Gramado no mês de outubro. Pedrini destacou a importância do Município nas ações da saúde da mulher. A secretária municipal de Políticas para Mulheres, Necca Steffen, falou sobre a importância de angariar fundos ao Banco de Prótese Mamária. Conforme o prefeito Ary Vanazzi, os homens também são muito importantes no processo de conscientização sobre a doença. "O homem tem de exercer seu papel solidário, incentivando que a mulher faça os exames regularmente, atuando como fiscalizador." Completou que a prevenção é o principal instrumento de combate a qualquer tipo de doença, desafogando o sistema público de saúde.Todas as questões debatidas no fórum serão levadas para o encontro que vai ocorrer no dia 16 de outubro, na cidade de Gramado. Representantes do Município integrarão os debates que vão produzir a Carta de Gramado. O documento servirá para definir as diretrizes para a afirmação das políticas públicas de saúde da mulher.Quem quiser efetuar doações ao Banco Municipal de Prótese Mamária, pode efetuar depósitos na conta corrente 40927-8, agência 01856, do Banco do Brasil.
Questões abordadas no encontro serão levadas a outro evento em Gramado.
Lançados ontem no plenário da Câmara de Vereadores de São Leopoldo, o 1.° Fórum Saúde Mulher e a campanha Combate ao Câncer de Mama: o alvo de nossa luta pretendem debater as formas para reduzir as doenças, como o câncer de mama. A atividade foi promovida pelas secretarias de Saúde e de Políticas para Mulheres.A solenidade, que contou com a participação do coral do Grupo de Apoio Amigos de Mãos Dadas, foi aberto pelo médico José Pedrini, coordenador do Fórum e presidente do 15.º Congresso Nacional de Mastologia, que será sediado em Gramado no mês de outubro. Pedrini destacou a importância do Município nas ações da saúde da mulher. A secretária municipal de Políticas para Mulheres, Necca Steffen, falou sobre a importância de angariar fundos ao Banco de Prótese Mamária. Conforme o prefeito Ary Vanazzi, os homens também são muito importantes no processo de conscientização sobre a doença. "O homem tem de exercer seu papel solidário, incentivando que a mulher faça os exames regularmente, atuando como fiscalizador." Completou que a prevenção é o principal instrumento de combate a qualquer tipo de doença, desafogando o sistema público de saúde.Todas as questões debatidas no fórum serão levadas para o encontro que vai ocorrer no dia 16 de outubro, na cidade de Gramado. Representantes do Município integrarão os debates que vão produzir a Carta de Gramado. O documento servirá para definir as diretrizes para a afirmação das políticas públicas de saúde da mulher.Quem quiser efetuar doações ao Banco Municipal de Prótese Mamária, pode efetuar depósitos na conta corrente 40927-8, agência 01856, do Banco do Brasil.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Algumas atividades marcantes do I Fórum Saúde Mulher serão realizadas no dia 16 de outubro: A caminhada com a comunidade, na qual são esperadas mais 2000 pessoas; entrega do Troféu Sandra Feeburg, que valorizará o caso de uma pessoa envolvida com câncer de mama e que conseguiu transformar uma situação reversa de sua vida em um bem coletivo e, como momento máximo e a assinatura da Carta de Gramado na presença do Ministro da Saúde José Gomes Temporão. Vamos lotar as ruas de Gramado exigindo qualidade no atendimento às mulheres. Maiores informações no site www.forumsaudemulher.com.br/caminhadaContamos com a sua participação.
SÍMBOLO PROCRIADO
Marca registrada da região de Gramado e Canela, as hortênsias terão seu império reforçado na Serra. Até o final de agosto, 100 mil novas mudas da espécie serão espalhadas nas rodovias e divisas de Gramado. O plantio foi deflagrado no último dia 7 e pontuou o início das comemorações dos 55 anos da cidade, que terão o seu ápice em dezembro. A iniciativa ganhou a adesão de cartões-postais como o Parque Knorr/Aldeia do Papai Noel, que vai pontilhar mais de mil mudas na área que faz limite com a rodovia Gramado-Canela. Oscar Knorr foi um grande incentivador da espécie na década de 50 – muitas hortênsias no parque ainda são da sua época.
INFORME ESPECIAL LURDETE ERTEL
15 de julho de 2009 Zero Hora
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Algumas atividades marcantes do I Fórum Saúde Mulher serão realizadas no dia 16 de outubro: A caminhada com a comunidade, na qual são esperadas mais de 2000 pessoas; entrega do Troféu Sandra Feeburg, que valorizará o caso de uma pessoa envolvida com câncer de mama e que conseguiu transformar uma situação reversa de sua vida em um bem coletivo e, como momento máximo e a assinatura da Carta de Gramado na presença do Ministro da Saúde José Gomes Temporão.
Partícipe do Troféu Sandra Feeburg. Envie a sua história até o dia 5 de setembro 2009. Maiores informações no site www.forumsaude.com.br/trofeu
Nosso objetivo é a Qualidade de vida!
Contamos com a sua participação.
Uma das reportagens mais difíceis de ser feita na história de ZH acabou resultando numa opção fácil da Redação na seleção para o livro 45 Reportagens que fizeram a História. Mulheres com Câncer, da jovem Leticia Duarte, publicada em novembro de 2007, tem varios significados, jornalísticos e humanísticos.
Vamos ao primeiro. Leticia teve toda a calma e prazo para produzir a reportagem, numa aposta que marca a trajetória de ZH, sempre disposta a produzir a chamada Grande Reportagem.
Quando iniciou a busca pelas personagens - vítimas do tumor mais frequente e fatal entre as mulheres gaúchas - Leticia tinha o respaldo da sua editoria para encontrar as pessoas certas, uma atendida pela rede pública e outra, pela privada.
Localizadas as personagens, começou o segundo drama da repórter- acompanhar a luta contra o câncer ao lado das entrevistadas, muitas vezes invadindo a privacidade delas, de amigos e de familiares. Em alguns momentos, Leticia se viu destroçada por dentro.
Foi o que aconteceu, por exemplo, ao ver uma das mulheres ter de raspar a cabeça, pois já se submetia à quimioterapia. Oito meses de uma matéria em produção é um parto muito difícil para qualquer repórter, pois o material produzido acaba acumulado no estômago do jornalista.
Agora, oito meses de uma reportagem com mulheres com câncer, compartilhando seus medos e quedas, numa travesssia sem roteiro pré-definido, é uma missão para poucos profissionais.
E Leticia se saiu com galhardia.
Quando o material estava pronto para ser tornado público,
a parte mais delicada do acordo feito com as duas personagens: elas teriam de concordar com os textos. O procedimento de mostrar o texto integral a uma fonte antes da publicação é exceção - mas aquela reportagem, como bem diz sua introdução no livro, não era uma reportagem comum. O acordo tinha de ter sido feito no início - e, agora, tinha de ser cumprido, obviamente.
As personagens perceberam que suas histórias poderiam
ajudar outras mulheres a superar a doença que mata uma gaúcha a cada oito horas.
Copio aqui, para finalizar, as últimas três linhas do prólogo que anuncia a reportagem idealizada por Fabíola Bach e que contou com o acompanhamentodo fotógrafo Jefferson Bottega:
"O carinho que elas receberam de conhecidos e anônimos, e as manifestações de dezenas de leitores, durante os cinco dias de publicação da série, foram sinais de que essa história precisava ser compartilhada".
ZH acredita que sua missão,no caso, foi cumprida.
N. da R. A reportagem abordou os casos de uma paciente do Serviço de Mama
do Hospital Conceição e outra do Centro da Mama do Hospital da PUC.
RICARDO STEFANELLI
Diretor de Redação/Zero Hora
Partícipe do Troféu Sandra Feeburg. Envie a sua história até o dia 5 de setembro 2009. Maiores informações no site www.forumsaude.com.br/trofeu
Nosso objetivo é a Qualidade de vida!
Contamos com a sua participação.
Uma das reportagens mais difíceis de ser feita na história de ZH acabou resultando numa opção fácil da Redação na seleção para o livro 45 Reportagens que fizeram a História. Mulheres com Câncer, da jovem Leticia Duarte, publicada em novembro de 2007, tem varios significados, jornalísticos e humanísticos.
Vamos ao primeiro. Leticia teve toda a calma e prazo para produzir a reportagem, numa aposta que marca a trajetória de ZH, sempre disposta a produzir a chamada Grande Reportagem.
Quando iniciou a busca pelas personagens - vítimas do tumor mais frequente e fatal entre as mulheres gaúchas - Leticia tinha o respaldo da sua editoria para encontrar as pessoas certas, uma atendida pela rede pública e outra, pela privada.
Localizadas as personagens, começou o segundo drama da repórter- acompanhar a luta contra o câncer ao lado das entrevistadas, muitas vezes invadindo a privacidade delas, de amigos e de familiares. Em alguns momentos, Leticia se viu destroçada por dentro.
Foi o que aconteceu, por exemplo, ao ver uma das mulheres ter de raspar a cabeça, pois já se submetia à quimioterapia. Oito meses de uma matéria em produção é um parto muito difícil para qualquer repórter, pois o material produzido acaba acumulado no estômago do jornalista.
Agora, oito meses de uma reportagem com mulheres com câncer, compartilhando seus medos e quedas, numa travesssia sem roteiro pré-definido, é uma missão para poucos profissionais.
E Leticia se saiu com galhardia.
Quando o material estava pronto para ser tornado público,
a parte mais delicada do acordo feito com as duas personagens: elas teriam de concordar com os textos. O procedimento de mostrar o texto integral a uma fonte antes da publicação é exceção - mas aquela reportagem, como bem diz sua introdução no livro, não era uma reportagem comum. O acordo tinha de ter sido feito no início - e, agora, tinha de ser cumprido, obviamente.
As personagens perceberam que suas histórias poderiam
ajudar outras mulheres a superar a doença que mata uma gaúcha a cada oito horas.
Copio aqui, para finalizar, as últimas três linhas do prólogo que anuncia a reportagem idealizada por Fabíola Bach e que contou com o acompanhamentodo fotógrafo Jefferson Bottega:
"O carinho que elas receberam de conhecidos e anônimos, e as manifestações de dezenas de leitores, durante os cinco dias de publicação da série, foram sinais de que essa história precisava ser compartilhada".
ZH acredita que sua missão,no caso, foi cumprida.
N. da R. A reportagem abordou os casos de uma paciente do Serviço de Mama
do Hospital Conceição e outra do Centro da Mama do Hospital da PUC.
RICARDO STEFANELLI
Diretor de Redação/Zero Hora
sábado, 4 de julho de 2009
Secretaria de Atenção à Saúde
Diário Oficial REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
PORTARIA Nº- 215, DE 25 DE JUNHO DE 2009
O Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições, Considerando a Portaria SAS n° 779, de 31 de dezembro de 2008, que define o Sistema de Informação do Controle do Câncer de Mama (SISMAMA) como sistema de informação oficial do Ministério da Saúde, e a retificação publicada no Diário Oficial do dia 23 de abril de 2009, que altera a data de 01/06/2009 para início da utilização deste Sistema;Considerando a Portaria SAS n° 1.183, de 3 de junho de 2009, que altera o nome, descrição, valor e quantidade do procedimento 02.04.03.003-0 (Mamografia Unilateral) e inclui o procedimento 02.04.03.018-8 (Mamografia Bilateral para Rastreamento) na Tabela de Procedimentos, Medicamentos e Órteses, Próteses e Materiais Especiais - OPM do SUS; e Considerando a solicitação de adiamento do início da utilização do SISMAMA, feita por gestores do SUS que ainda estão em processo de capacitação e de implantação deste Sistema em suas respectivas redes, resolve: Art. 1o- Permitir que os procedimentos constantes do SISMAMA - mamografiabilateral (código 02.04.03.003-0), exame citopatológico de mama (código02.03.01.004-3), exame anatomopatológico de mama - biópsia (código02.03.02.006-5) e exame anatomopatológico de mama - peça cirúrgica (código02.03.02.007-3) sejam processados diretamente pelo Sistema de Informação Ambulatorial do SUS (SIA/SUS) ou pelo SISMAMA, ainda nas competências junho, julho e agosto de 2009. Parágrafo único: A partir da competência setembro/2009 não será mais permitido o registro e processamento desses exames que não seja pelo SISMAMA. Art. 2º- Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
ALBERTO BELTRAME
O Ministério da Saúde está implantando o Sismama, um programa computadorizado para aumentar o controle sobre as mamografias.
Em 2005, a Sociedade Brasileira de Mastologia Regional RS acionou o Ministério Público pedindo a exigência de controle de qualidade de exames de câncer de mama realizados pelo SUS, principalmente da mamografia. Um levantamento feito pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) constatou que 60% dos exames que chegavam à instituição tinham de ser refeitos.
Com o Sismama, o responsável pela clínica credenciada pelo SUS, ao fazer uma mamografia, vai preencher um documento eletrônico com os dados da paciente."Queremos que cada microrregião tenha sua estrutura”, explica Sandra Coccaro de Souza, responsável técnica da Força-Tarefa pela Secretaria Estadual de Saúde e Coordenadora do Grupo que está discutindo - PLANO PARA CAPACITAÇÃO EM MASTOLOGIA PARA TODOS OS MUNICÍPIOS no I Fórum Saúde Mulher.
Diário Oficial REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
PORTARIA Nº- 215, DE 25 DE JUNHO DE 2009
O Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições, Considerando a Portaria SAS n° 779, de 31 de dezembro de 2008, que define o Sistema de Informação do Controle do Câncer de Mama (SISMAMA) como sistema de informação oficial do Ministério da Saúde, e a retificação publicada no Diário Oficial do dia 23 de abril de 2009, que altera a data de 01/06/2009 para início da utilização deste Sistema;Considerando a Portaria SAS n° 1.183, de 3 de junho de 2009, que altera o nome, descrição, valor e quantidade do procedimento 02.04.03.003-0 (Mamografia Unilateral) e inclui o procedimento 02.04.03.018-8 (Mamografia Bilateral para Rastreamento) na Tabela de Procedimentos, Medicamentos e Órteses, Próteses e Materiais Especiais - OPM do SUS; e Considerando a solicitação de adiamento do início da utilização do SISMAMA, feita por gestores do SUS que ainda estão em processo de capacitação e de implantação deste Sistema em suas respectivas redes, resolve: Art. 1o- Permitir que os procedimentos constantes do SISMAMA - mamografiabilateral (código 02.04.03.003-0), exame citopatológico de mama (código02.03.01.004-3), exame anatomopatológico de mama - biópsia (código02.03.02.006-5) e exame anatomopatológico de mama - peça cirúrgica (código02.03.02.007-3) sejam processados diretamente pelo Sistema de Informação Ambulatorial do SUS (SIA/SUS) ou pelo SISMAMA, ainda nas competências junho, julho e agosto de 2009. Parágrafo único: A partir da competência setembro/2009 não será mais permitido o registro e processamento desses exames que não seja pelo SISMAMA. Art. 2º- Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
ALBERTO BELTRAME
O Ministério da Saúde está implantando o Sismama, um programa computadorizado para aumentar o controle sobre as mamografias.
Em 2005, a Sociedade Brasileira de Mastologia Regional RS acionou o Ministério Público pedindo a exigência de controle de qualidade de exames de câncer de mama realizados pelo SUS, principalmente da mamografia. Um levantamento feito pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) constatou que 60% dos exames que chegavam à instituição tinham de ser refeitos.
Com o Sismama, o responsável pela clínica credenciada pelo SUS, ao fazer uma mamografia, vai preencher um documento eletrônico com os dados da paciente."Queremos que cada microrregião tenha sua estrutura”, explica Sandra Coccaro de Souza, responsável técnica da Força-Tarefa pela Secretaria Estadual de Saúde e Coordenadora do Grupo que está discutindo - PLANO PARA CAPACITAÇÃO EM MASTOLOGIA PARA TODOS OS MUNICÍPIOS no I Fórum Saúde Mulher.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
O grande objetivo da Carta de Gramado é fazer a qualidade chegar até o atendimento.
Todos os participantes do Congresso se
unirão aos mais de mil participantes do Fórum
para assinar a Carta.
JOSÉ LUIZ PEDRINI
Gramado está acostumada a abrigar grandes eventos, entreos quais o mais famoso é o Festival Internacional de Cinema. Agora, esta belíssima cidade de 33 mil habitantes, localizada na região da serra gaúcha, está se preparando como nunca para receber, de 14 a 17 de outubro próximo, o XV Congresso Brasileiro de Mastologia, que ocorre no ano do cinquentenário da nossa Sociedade.
Na ocasião serão realizados também o XIV Congresso Latino-americano, o Simpósio do Instituto Europeu de Oncologia e o prestigiado IV Câncer de Mama Gramado. O evento ocorrerá simultaneamente em duas salas, uma com a base cirúrgica e a outra com ênfase nos aspectos clínicos, tendo sempre a qualidade como foco central das discussões.
Na tarde de sexta feira, dia 16, todos os participantes do Congresso se unirão aos mais de mil participantes do I Fórum Saúde Mulher para assinar a Carta de Gramado no Palácio dos Festivais. Este documento começa a ser desenvolvido a partir do dia 30 de abril, contando com a valiosa contribuição de órgãos públicos, de entidades médicas e, principalmente, do voluntariado.Todos terão acesso ao movimento por meio do site do Fórum, podendo emitir suas opiniões a partir dos relatos das reuniões.
Todos nós seremos os atores. O Fórum terá o sucesso que nós lheproporcionarmos. Nós acreditamos que cabe à SBM a tarefa de conduzir as ações de saúde no que se refere ao câncer da mama. As campanhas e as ações de conscientização já tiveram seu espaço.
Temos de assumir a postura de agentes criadores de normas e de acompanhamento das ações. Só o alerta já não basta. Precisamos agir de imediato para garantir que a qualidade disponível hoje para diagnóstico e tratamento chegue efetivamente ao paciente. As ações do I Fórum S a ú d e Mulher, que você confere nesta edição, irão promover uma inédita mobilização em Gramado, que será também um cenário aprazível para as discussões do Congresso. Com cerca de dez mil leitos de hospedagem e uma ampla e diversificada rede gastronômica, na qual se destacam as galeterias, os cafés coloniais e os restaurantes que oferecem fondues, a cidade tem em seus chocolates caseiros e na arquitetura enxaimel (de origem bávara) suas marcas registradas. Atrativos não faltam, tampouco infra-estrutura. Mas o mais importante são as pessoas.
Neste cenário invulgar, realizaremos um evento inesquecível e com resultados bem práticos, graças ao apoio de todos os segmentos da sociedade.
Qualidade é vida!
Todos os participantes do Congresso se
unirão aos mais de mil participantes do Fórum
para assinar a Carta.
JOSÉ LUIZ PEDRINI
Gramado está acostumada a abrigar grandes eventos, entreos quais o mais famoso é o Festival Internacional de Cinema. Agora, esta belíssima cidade de 33 mil habitantes, localizada na região da serra gaúcha, está se preparando como nunca para receber, de 14 a 17 de outubro próximo, o XV Congresso Brasileiro de Mastologia, que ocorre no ano do cinquentenário da nossa Sociedade.
Na ocasião serão realizados também o XIV Congresso Latino-americano, o Simpósio do Instituto Europeu de Oncologia e o prestigiado IV Câncer de Mama Gramado. O evento ocorrerá simultaneamente em duas salas, uma com a base cirúrgica e a outra com ênfase nos aspectos clínicos, tendo sempre a qualidade como foco central das discussões.
Na tarde de sexta feira, dia 16, todos os participantes do Congresso se unirão aos mais de mil participantes do I Fórum Saúde Mulher para assinar a Carta de Gramado no Palácio dos Festivais. Este documento começa a ser desenvolvido a partir do dia 30 de abril, contando com a valiosa contribuição de órgãos públicos, de entidades médicas e, principalmente, do voluntariado.Todos terão acesso ao movimento por meio do site do Fórum, podendo emitir suas opiniões a partir dos relatos das reuniões.
Todos nós seremos os atores. O Fórum terá o sucesso que nós lheproporcionarmos. Nós acreditamos que cabe à SBM a tarefa de conduzir as ações de saúde no que se refere ao câncer da mama. As campanhas e as ações de conscientização já tiveram seu espaço.
Temos de assumir a postura de agentes criadores de normas e de acompanhamento das ações. Só o alerta já não basta. Precisamos agir de imediato para garantir que a qualidade disponível hoje para diagnóstico e tratamento chegue efetivamente ao paciente. As ações do I Fórum S a ú d e Mulher, que você confere nesta edição, irão promover uma inédita mobilização em Gramado, que será também um cenário aprazível para as discussões do Congresso. Com cerca de dez mil leitos de hospedagem e uma ampla e diversificada rede gastronômica, na qual se destacam as galeterias, os cafés coloniais e os restaurantes que oferecem fondues, a cidade tem em seus chocolates caseiros e na arquitetura enxaimel (de origem bávara) suas marcas registradas. Atrativos não faltam, tampouco infra-estrutura. Mas o mais importante são as pessoas.
Neste cenário invulgar, realizaremos um evento inesquecível e com resultados bem práticos, graças ao apoio de todos os segmentos da sociedade.
Qualidade é vida!
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