segunda-feira, 20 de julho de 2009


Fórum Saúde Mulher debate a prevenção do câncer de mama
Questões abordadas no encontro serão levadas a outro evento em Gramado
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Lançados ontem no plenário da Câmara de Vereadores de São Leopoldo, o 1.° Fórum Saúde Mulher e a campanha Combate ao Câncer de Mama: o alvo de nossa luta pretendem debater as formas para reduzir as doenças, como o câncer de mama. A atividade foi promovida pelas secretarias de Saúde e de Políticas para Mulheres.A solenidade, que contou com a participação do coral do Grupo de Apoio Amigos de Mãos Dadas, foi aberto pelo médico José Pedrini, coordenador do Fórum e presidente do 15.º Congresso Nacional de Mastologia, que será sediado em Gramado no mês de outubro. Pedrini destacou a importância do Município nas ações da saúde da mulher. A secretária municipal de Políticas para Mulheres, Necca Steffen, falou sobre a importância de angariar fundos ao Banco de Prótese Mamária. Conforme o prefeito Ary Vanazzi, os homens também são muito importantes no processo de conscientização sobre a doença. "O homem tem de exercer seu papel solidário, incentivando que a mulher faça os exames regularmente, atuando como fiscalizador." Completou que a prevenção é o principal instrumento de combate a qualquer tipo de doença, desafogando o sistema público de saúde.Todas as questões debatidas no fórum serão levadas para o encontro que vai ocorrer no dia 16 de outubro, na cidade de Gramado. Representantes do Município integrarão os debates que vão produzir a Carta de Gramado. O documento servirá para definir as diretrizes para a afirmação das políticas públicas de saúde da mulher.Quem quiser efetuar doações ao Banco Municipal de Prótese Mamária, pode efetuar depósitos na conta corrente 40927-8, agência 01856, do Banco do Brasil.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Algumas atividades marcantes do I Fórum Saúde Mulher serão realizadas no dia 16 de outubro: A caminhada com a comunidade, na qual são esperadas mais 2000 pessoas; entrega do Troféu Sandra Feeburg, que valorizará o caso de uma pessoa envolvida com câncer de mama e que conseguiu transformar uma situação reversa de sua vida em um bem coletivo e, como momento máximo e a assinatura da Carta de Gramado na presença do Ministro da Saúde José Gomes Temporão. Vamos lotar as ruas de Gramado exigindo qualidade no atendimento às mulheres. Maiores informações no site www.forumsaudemulher.com.br/caminhada
Contamos com a sua participação.

SÍMBOLO PROCRIADO
Marca registrada da região de Gramado e Canela, as hortênsias terão seu império reforçado na Serra. Até o final de agosto, 100 mil novas mudas da espécie serão espalhadas nas rodovias e divisas de Gramado. O plantio foi deflagrado no último dia 7 e pontuou o início das comemorações dos 55 anos da cidade, que terão o seu ápice em dezembro. A iniciativa ganhou a adesão de cartões-postais como o Parque Knorr/Aldeia do Papai Noel, que vai pontilhar mais de mil mudas na área que faz limite com a rodovia Gramado-Canela. Oscar Knorr foi um grande incentivador da espécie na década de 50 – muitas hortênsias no parque ainda são da sua época.
INFORME ESPECIAL LURDETE ERTEL
15 de julho de 2009 Zero Hora

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Algumas atividades marcantes do I Fórum Saúde Mulher serão realizadas no dia 16 de outubro: A caminhada com a comunidade, na qual são esperadas mais de 2000 pessoas; entrega do Troféu Sandra Feeburg, que valorizará o caso de uma pessoa envolvida com câncer de mama e que conseguiu transformar uma situação reversa de sua vida em um bem coletivo e, como momento máximo e a assinatura da Carta de Gramado na presença do Ministro da Saúde José Gomes Temporão.
Partícipe do Troféu Sandra Feeburg. Envie a sua história até o dia 5 de setembro 2009. Maiores informações no site www.forumsaude.com.br/trofeu
Nosso objetivo é a Qualidade de vida!
Contamos com a sua participação
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Uma das reportagens mais difíceis de ser feita na história de ZH acabou resultando numa opção fácil da Redação na seleção para o livro 45 Reportagens que fizeram a História. Mulheres com Câncer, da jovem Leticia Duarte, publicada em novembro de 2007, tem varios significados, jornalísticos e humanísticos.
Vamos ao primeiro. Leticia teve toda a calma e prazo para produzir a reportagem, numa aposta que marca a trajetória de ZH, sempre disposta a produzir a chamada Grande Reportagem.
Quando iniciou a busca pelas personagens - vítimas do tumor mais frequente e fatal
entre as mulheres gaúchas - Leticia tinha o respaldo da sua editoria para encontrar as pessoas certas, uma atendida pela rede pública e outra, pela privada.
Localizadas as personagens, começou o segundo drama da repórter- acompanhar
a luta contra o câncer ao lado das entrevistadas, muitas vezes invadindo a privacidade delas, de amigos e de familiares. Em alguns momentos, Leticia se viu destroçada por dentro.
Foi o que aconteceu, por exemplo, ao ver uma das mulheres ter de raspar a cabeça, pois já se submetia à quimioterapia. Oito meses de uma matéria em produção é um parto muito difícil para qualquer repórter, pois o material produzido acaba acumulado no estômago do jornalista.
Agora, oito meses de uma reportagem com mulheres com câncer, compartilhando seus medos e quedas, numa travesssia sem roteiro pré-definido, é uma missão para poucos profissionais.
E Leticia se saiu com galhardia.

Quando o material estava pronto para ser tornado público,
a parte mais delicada do acordo feito com as duas personagens: elas teriam de concordar com os textos. O procedimento de mostrar o texto integral a uma fonte antes da publicação é exceção - mas aquela reportagem, como bem diz sua introdução no livro, não era uma reportagem comum. O acordo tinha de ter sido feito no início - e, agora, tinha de ser cumprido, obviamente.
As personagens perceberam que suas histórias poderiam
ajudar outras mulheres a superar a doença que mata uma gaúcha a cada oito horas.
Copio aqui, para finalizar, as últimas três linhas do prólogo que anuncia a reportagem idealizada por Fabíola Bach e que contou com o acompanhamentodo fotógrafo Jefferson Bottega:
"O carinho que elas receberam de conhecidos e anônimos, e as manifestações de dezenas de leitores, durante os cinco dias de publicação da série, foram sinais de que essa história precisava ser compartilhada".
ZH acredita que sua missão,no caso, foi cumprida.
N. da R. A reportagem abordou os casos de uma paciente do Serviço de Mama
do Hospital Conceição e outra do Centro da Mama do Hospital da PUC.
RICARDO STEFANELLI
Diretor de Redação/Zero Hora

sábado, 4 de julho de 2009

Secretaria de Atenção à Saúde
Diário Oficial REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

PORTARIA Nº- 215, DE 25 DE JUNHO DE 2009
O Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições, Considerando a Portaria SAS n° 779, de 31 de dezembro de 2008, que define o Sistema de Informação do Controle do Câncer de Mama (SISMAMA) como sistema de informação oficial do Ministério da Saúde, e a retificação publicada no Diário Oficial do dia 23 de abril de 2009, que altera a data de 01/06/2009 para início da utilização deste Sistema;Considerando a Portaria SAS n° 1.183, de 3 de junho de 2009, que altera o nome, descrição, valor e quantidade do procedimento 02.04.03.003-0 (Mamografia Unilateral) e inclui o procedimento 02.04.03.018-8 (Mamografia Bilateral para Rastreamento) na Tabela de Procedimentos, Medicamentos e Órteses, Próteses e Materiais Especiais - OPM do SUS; e Considerando a solicitação de adiamento do início da utilização do SISMAMA, feita por gestores do SUS que ainda estão em processo de capacitação e de implantação deste Sistema em suas respectivas redes, resolve: Art. 1o- Permitir que os procedimentos constantes do SISMAMA - mamografiabilateral (código 02.04.03.003-0), exame citopatológico de mama (código02.03.01.004-3), exame anatomopatológico de mama - biópsia (código02.03.02.006-5) e exame anatomopatológico de mama - peça cirúrgica (código02.03.02.007-3) sejam processados diretamente pelo Sistema de Informação Ambulatorial do SUS (SIA/SUS) ou pelo SISMAMA, ainda nas competências junho, julho e agosto de 2009. Parágrafo único: A partir da competência setembro/2009 não será mais permitido o registro e processamento desses exames que não seja pelo SISMAMA. Art. 2º- Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
ALBERTO BELTRAME
O Ministério da Saúde está implantando o Sismama, um programa computadorizado para aumentar o controle sobre as mamografias.
Em 2005, a Sociedade Brasileira de Mastologia Regional RS acionou o Ministério Público pedindo a exigência de controle de qualidade de exames de câncer de mama realizados pelo SUS, principalmente da mamografia. Um levantamento feito pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) constatou que 60% dos exames que chegavam à instituição tinham de ser refeitos.

Com o Sismama, o responsável pela clínica credenciada pelo SUS, ao fazer uma mamografia, vai preencher um documento eletrônico com os dados da paciente."Queremos que cada microrregião tenha sua estrutura”, explica Sandra Coccaro de Souza, responsável técnica da Força-Tarefa pela Secretaria Estadual de Saúde e Coordenadora do Grupo que está discutindo - PLANO PARA CAPACITAÇÃO EM MASTOLOGIA PARA TODOS OS MUNICÍPIOS no I Fórum Saúde Mulher.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O grande objetivo da Carta de Gramado é fazer a qualidade chegar até o atendimento.

Todos os participantes do Congresso se
unirão aos mais de mil participantes do Fórum
para assinar a Carta.

JOSÉ LUIZ PEDRINI

Gramado está acostumada a abrigar grandes eventos, entreos quais o mais famoso é o Festival Internacional de Cinema. Agora, esta belíssima cidade de 33 mil habitantes, localizada na região da serra gaúcha, está se preparando como nunca para receber, de 14 a 17 de outubro próximo, o XV Congresso Brasileiro de Mastologia, que ocorre no ano do cinquentenário da nossa Sociedade.
Na ocasião serão realizados também o XIV Congresso Latino-americano, o Simpósio do Instituto Europeu de Oncologia e o prestigiado IV Câncer de Mama Gramado. O evento ocorrerá simultaneamente em duas salas, uma com a base cirúrgica e a outra com ênfase nos aspectos clínicos, tendo sempre a qualidade como foco central das discussões.

Na tarde de sexta feira, dia 16, todos os participantes do Congresso se unirão aos mais de mil participantes do I Fórum Saúde Mulher para assinar a Carta de Gramado no Palácio dos Festivais. Este documento começa a ser desenvolvido a partir do dia 30 de abril, contando com a valiosa contribuição de órgãos públicos, de entidades médicas e, principalmente, do voluntariado.Todos terão acesso ao movimento por meio do site do Fórum, podendo emitir suas opiniões a partir dos relatos das reuniões.
Todos nós seremos os atores. O Fórum terá o sucesso que nós lheproporcionarmos. Nós acreditamos que cabe à SBM a tarefa de conduzir as ações de saúde no que se refere ao câncer da mama. As campanhas e as ações de conscientização já tiveram seu espaço.
Temos de assumir a postura de agentes criadores de normas e de acompanhamento das ações. Só o alerta já não basta. Precisamos agir de imediato para garantir que a qualidade disponível hoje para diagnóstico e tratamento chegue efetivamente ao paciente. As ações do I Fórum S a ú d e Mulher, que você confere nesta edição, irão promover uma inédita mobilização em Gramado, que será também um cenário aprazível para as discussões do Congresso. Com cerca de dez mil leitos de hospedagem e uma ampla e diversificada rede gastronômica, na qual se destacam as galeterias, os cafés coloniais e os restaurantes que oferecem fondues, a cidade tem em seus chocolates caseiros e na arquitetura enxaimel (de origem bávara) suas marcas registradas. Atrativos não faltam, tampouco infra-estrutura. Mas o mais importante são as pessoas.
Neste cenário invulgar, realizaremos um evento inesquecível e com resultados bem práticos, graças ao apoio de todos os segmentos da sociedade.
Qualidade é vida!

terça-feira, 23 de junho de 2009



ENTREVISTA JOYCE PASCOWITCH
Jornal Carta de Gramado

“Hoje me permito ter mais tempo
ocioso, fazer coisas que me dão prazer”


A jornalista paulistana Joyce Pascowitch é uma
das mais importantes colunistas do País e dona
da Glamurama, que mantém um site e edita duas
revistas. Nesta entrevista exclusiva, Joyce conta
com a sinceridade e a leveza de sempre como
enfrentou e venceu um câncer de mama.

Você é uma pessoa muito ativa, com muita energia.
De que modo isso pesou na hora de enfrentar o tratamento?
– Há momentos em que realmente fica muito difícil segurar a situação, mas felizmente eu tive muito apoio do meu marido, dos filhos, dos funcionários.
Gente como meu motorista, com quem convivo há 15 anos,

e outras pessoas que estão comigo há bastante tempo, também tiveram um papel muito importante.
Quando soube do problema você contou de imediato para as pessoas mais próximas ou escondeu por um tempo?
– No começo eu não queria que minha mãe soubesse, por exemplo. Até porque se eu fosse dividir com todo mundo não ia ter energia para mim mesma. Mas depois era inevitável que eu contasse.
Qual foi o momento mais difícil neste processo?
– Foi quando eu soube que teria de operar.
E o tratamento, como foi?
– O tratamento é muito duro mesmo. Os medicamentos provocam
mal-estar, o organismo fica muito fragilizado.

O tratamento também mexe com a vaidade...
– Passar por algo assim serve para que se aprenda a dar à vaidade seu devido peso.Quando a vida está em jogo, a vaidade fica em segundo plano. Meus cabelos caíram pouco, mas ficaram enrolados em tufos. Decidi cortar e usar perucas. Diante da gravidade do problema, isso foi o de menos.
A cirurgia em si costuma ser o grande problema.
– Os próprios médicos sugerem que junto já se faça algo para compensar.

Como eu sempre tive os seios fartos, foi feita uma redução no seio não afetado e esteticamente o resultado ficou satisfatório.
Além dos riscos e dos transtornos, a doença também afeta a vida profissional que, no seu caso, sempre foi bastante movimentada.
– O problema ocorreu numa fase da vida em que sou a dona da empresa, o que me permite maior flexibilidade de agenda, menos obrigações, e ainda tenho uma equipe que mantém tudo funcionando. Eu lidei bem com a questão de ter de reduzir o ritmo, trabalhar menos. Não tive problemas em relação a isso.
O que você diria para uma mulher que acaba de saber que está com câncer de mama?
– Em primeiro lugar ter força para lutar, pensar que o problema vai melhorar, vai passar.Hoje há muitos tratamentos avançados, todo tipo de recursos.
Tem de tentar segurar a barra, manter a cabeça em ordem.
Fazer yoga, se possível, ler livros com mensagens positivas, ficar próxima de pessoas que lhe levantem o astral. No meu caso, desacelerei minhas atividades profissionais, me permiti ter mais prazer, mais tempo ocioso, fazer coisas que dêem prazer.
Qual sua opinião sobre eventos como o I Fórum Saúde Mulher?
Considero fundamental discutir o problema para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de prevenção e também sobre a importância de proporcionar
a todas as mulheres com câncer de mama um tratamento com a maior qualidade possível.

sábado, 20 de junho de 2009

Lei para a reconstrução de mama.
Desde 1999 existe portaria ministerial tornando prótese de silicone como reparadora e, não estética para os casos de câncer da mama. Em 2002 tornou-se lei. Este projeto de lei partiu de um trabalho conjunto do Hospital Conceição de Porto Alegre-RS com o apoio dos grupos voluntários. Hoje é um benefício que deve ser oferecido a todas as mulheres.
Para o mastologista e chefe do serviço de mama do Hospital Conceição, José Luiz Pedrini, é muito importante ver que os serviços de referência em mastologia estejam realmente empenhados na estética mamária das mulheres que se submetem a mastectomia.
INCA registra aumento de 300% no número de cirurgias de reconstrução mamária
O Hospital do Câncer III, unidade do Instituto Nacional de Câncer especializada no tratamento do câncer de mama, deu um grande salto no número de cirurgias plásticas para a reconstrução mamária nos últimos cinco anos. Em 2003, a Unidade contabilizou um total de 94 reconstruções. Em 2008, o número chegou a 287, ou seja, um aumento de mais de 300%. Além do crescimento na quantidade, a unidade agora vem garantindo melhores resultados estéticos desses procedimentos, uma vez que incorporou técnicas diversificadas. Entre elas, a da reconstrução imediata, feita em seguida à retirada do tumor. Anteriormente, só eram oferecidas as chamadas cirurgias tardias.“Evoluímos a partir de novembro de 2003, quando praticamente só aplicávamos a técnica de retalho reto-abdominal (uso de parte da musculatura da barriga para reconstruir a mama) para o uso de próteses e expansores, acompanhando as tendências das melhores instituições especializadas no assunto”, explica a cirurgiã plástica do HC III Angela Maximiano. “Com as novas técnicas, a mulher consegue retornar mais rapidamente às suas atividades”, completa. Outros fatores decisivos para o crescimento do número de reconstruções foram o aumento da equipe de cirurgia plástica e a compra de materiais que antes não eram utilizados. “A partir do final de 2003 contratamos cinco cirurgiões plásticos para atuar exclusivamente no HC III”, revela o diretor da unidade, César Lasmar.
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